Duas empresas, duas cadeias de valor: do campo ao produto final, sabendo sempre de onde vem cada lote.
A OLIMAX compra copra no campo e à porta da fábrica, transforma-a em óleo em várias linhas, guarda-o em tanques e envia-o por camião e contentor. Faltava-lhe saber, para cada lote, de onde veio a copra, quanto óleo deu, que qualidade tinha e para onde seguiu.
Em 2024, a OLIMAX começou a registar no FAMS as compras de copra, no campo e na fábrica, e a qualidade do óleo produzido. Em 2025, passou a acompanhar também o óleo de cada linha, os tanques e os transportes: camião, contentor, data de embarque e peso.
Em Setembro de 2026, o processamento de copra ganhou um módulo próprio, com rastreabilidade de lote redesenhada e relatórios de fábrica. Cada lote tem agora uma única página com tudo o que importa: origem, rendimento, qualidade e destino, pronta a imprimir ou exportar. Lotes com rendimento fora do esperado ficam sinalizados.
“Um cliente que paga directamente quer números em que possa confiar.”
A MHC compra mel bruto a apicultores, processa-o na fábrica de Chimoio e vende-o engarrafado. Os registos eram apenas totais globais: se surgisse um problema de qualidade no produto final, era impossível saber de que balde ou de que apicultor vinha.
A MHC participou, com os parceiros GIZ e NIRAS, no piloto do projecto FAMS em 2021–2022 e usou o sistema até 2024 de forma limitada. O registo de apicultores e o registo da compra de mel por balde já estavam desenvolvidos, mas a mistura de mel e o enchimento das garrafas eram processos incompletos, que não funcionavam bem.
Em Setembro de 2026, concluímos a implementação, de ponta a ponta: compra dos baldes no campo, recepção e pesagem na fábrica, filtração e mistura do mel, processamento e enchimento das garrafas, controlo de stock e registo das saídas para vendas, encomendas, transferências, análises de laboratório e outros fins.
Cada balde recebe um código na compra, fica ligado ao apicultor e acompanha o mel dentro da fábrica, mesmo depois de misturado com mel de outras origens. Cada apicultor é pago por e-Mola, M-Pesa ou numerário e recebe um recibo impresso.
Em Chimoio, de 21 a 24 de Setembro de 2026, a equipa foi formada e o processo testado no terreno, com o pessoal de campo e de fábrica. As falhas encontradas foram corrigidas no mesmo dia e as correcções validadas no teste do dia seguinte. O sistema está agora em fase de uso em produção.
Um sistema só fica completo quando cobre o percurso inteiro. Desenhar o processo com quem trabalha no campo e na fábrica revelou falhas logo na formação; corrigidas no próprio dia, as correcções foram validadas no teste seguinte.
Preencha o formulário online e conte-nos a sua operação. A equipa FAMS entra em contacto para mostrar como adaptamos o sistema à sua cadeia de valor, do campo à fábrica.